terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre a Reforma Política, Anibal discorda do fim da reeleição e defende voto em lista fechada

Em discurso na tarde desta segunda-feira, 02, o senador Anibal Diniz (PT-AC) disse que discorda do relatório da Comissão de Reforma Política quanto ao fim da reeleição para os cargos executivos e por outro lado elogiou a indicação do voto em lista fechada pré-ordenada nas eleições.

De acordo com o senador, o Brasil é caracterizado por uma constante instabilidade nos seus sistemas. “Como nós vivemos uma experiência de dezesseis anos de vigência da reeleição para Presidente, governadores e prefeitos, acredito que esse período seja muito pouco tempo para chegarmos à opinião de que esse sistema não é mais válido”, disse.

Para ele chegar tão rápido ao entendimento de que a reeleição não faz bem para o País é algo preocupante. “Quando esse relatório vier à discussão no plenário, vamos ter que aprofundar muito essa questão, porque na minha opinião e, acredito que esta é a opinião do povo brasileiro, é de que o Brasil ganhou muita estabilidade e muita segurança quando tivemos a possibilidade de planos de longo prazo. Quando os executivos puderam planejar-se não só para quatro anos, mas também para oito anos. Acredito que, se houver alteração agora neste processo, a gente vai viver sempre aquela insegurança de que, a cada mandato, cada um vai buscar reunir forças para mudar a regra do jogo, para fazer valer do seu jeito”,argumentou.

Ainda sobre a Reforma Política, o senador Anibal apresentou sua concordância com mudanças que ele classificou como inovadoras no Sistema Eleitoral como o voto com lista fechada e preordenada. Para Anibal, isso garante uma maior participação feminina seguindo o sistema proporcional com alternância de gênero. “É fato que a lista preordenada permite ensejar a garantia de maior participação das mulheres, um bom indicador de abertura do sistema de grupos sociais específicos”, lembrou Aníbal que na seqüência fez um relato histórico da participação feminina das mulheres na política lembrando que em alguns países que adotam o sistema da lista pré-ordenada fechada as mulheres tem maior presença.

Segundo ele, no Brasil, embora a ocupação desses espaços venha crescendo, ainda aparece nesse contexto com número muito aquém do que seria razoável. “São 97,3 milhões de mulheres, entretanto a representação é de pouco mais de 13,6% e 9,2% na Câmara dos Deputados, por exemplo. O percentual de mulheres no nosso parlamento ainda está abaixo dos países que utilizam lista fechada, preordenada e com alternância de sexo”, destacou.

Da agencia Senado

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