quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Assembléia Legislativa Faz Sessão de Desagravo ao Poeta Mauro Modesto

Atendendo a um pedido do deputado Luiz Calixto (PSL), a Assembléia Legislativa do Acre realizou na manhã de terça-feira, 1º de dezembro, uma sessão de desagravo ao poeta e escritor Mauro Modesto, acusado de praticar pedofilia pela advogada e ativista de direitos humanos, Joana D’arc, na audiência aberta da CPI da Pedofilia no dia 12 de agosto de 2009.O presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães (PC d B), abriu a sessão falando da importância de sua realização. “Este é um ato simples, mas necessário para o poeta Mauro Modesto.

É uma tentativa de repor a verdade. Temos consciência que é apenas o início de um processo de reparação”, afirmou.Luiz Calixto, um dos responsáveis pela sessão de desagravo, disse que a decisão de fazer a audiência aberta da CPI da Pedofilia foi um avanço, lembrando que se a oitiva fosse feita de forma secreta, possivelmente Mauro Modesto teria sido condenado sem direito a defesa. “Este ato só esta sendo possível por que o depoimento foi feito de forma pública. Se fosse feita de forma secreta, talvez Mauro Modesto tivesse sido condenado de forma sumária”, destacou. Calixto disse a advogada ficou deslumbrada pela luzes das televisões, páginas de jornal e pediu ao povo acreano e autoridades que reconheçam a inocência de Mauro Modesto.Contrário a posição de Calixto, o deputado Donald Fernandes (PSDB), relator da CPI da Pedofilia, disse que a sessão de desagravo não seria necessária, caso os colegas de parlamento tivessem escutado seus apelos para que os depoimentos fossem secretos. Um homem de 70 honrarias e 80 diplomas não merece passar por este constrangimento”, enfatizou .Já o deputado Walter Prado (PDT) falou do empenho profissional e da conduta do poeta, no âmbito familiar e pessoal. “O verdadeiro socialista nunca se cala diante das injustiças. “O depoimento de Joana D’arc foi desonesto, injusto e de uma agressividade sem tamanho. Uma pessoa sem nenhum senso de responsabilidade, talvez ela, nem conheça as pessoas que acusou. Nos 38 anos que conheço Mauro Modesto, nunca ouvi falar de nenhum ato que desabonasse a sua conduta,” defendeu.

Helder Paiva (PR) defendeu os valores de Modesto afirmando que ele foi um dos primeiros a questionar a veracidade dos depoimentos da advogada Joana D’arc. “O Mauro foi atingido na sua alma, no seu coração, mas seus amigos estão aqui para dizer o quanto você é leal a seus princípios. Você pode andar no Acre de cabeça erguida. Conte com todos os deputados, que onde você passar estaremos disposto a defende-lo” acrescentou.

Na tribuna, Modesto falou das agruras sofridas pelas acusações
“A Assembléia Legislativa do Estado do Acre, com a realização dessa moção de desagravo a minha pessoa, evidencia mais uma vez o seu compromisso com a verdade e com os respeito ao ser humano. Esta moção é uma prova que esta Casa de tantas lutas, continua sendo o fio condutor da razão, da honra e da dignidade”. Com estas palavras o poeta Mauro Modesto iniciou seu relato sobre os momentos vividos, após as acusações sofridas na audiência da CPI da Pedofilia.

Num pronunciamento de quatro páginas, Mauro relatou todos os questionamentos e reflexões sobre o assunto, chegando, segundo ele, a pensar em cometer suicídio. O poeta falou dos valores familiares cultivados, agradecendo a presença de seu irmão, o ex-deputado Ulisses Modesto, sua esposa, filho e falou do apoio recebido pelos amigos que conhecem sua trajetória.Emocionado, o poeta fez um desabafo ouvido atentamente por todos os presentes nas galerias e no plenário. “Próximo dos 70 anos de idade pensava eu que conhecia o som das armas da decepção. Estava completamente enganado. Agora senhores, tive que conhecer o rufar dos tambores da intolerância e do rancor. Fui obrigado a conhecer o poder da covardia”, descreveu o poeta sobre a situação vivida, tendo que suportar, segundo ele, os olhos duvidosos da sociedade.
Fonte: Contilnet

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